Grito Número Sessenta e Oito:

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tudo o que aprendi com um álbum negro.




Estou aqui há anos e muitos me acompanham às maldições. Geração de degenerados de valor.
Parecia estagnado e destruído, mas a força sempre retorna às lâminas empunhadas com vigor.
Não estarei mais parado vivendo outras vidas, a lâmina negra resguarda a paz doente em seu leito, sem aceitar suposta morte.
E da lâmina negra se movem os cancros e heranças malditas que brotam da paz convalescente.
Sempre da luta surge o ânimo sagaz, que busca mais sangue de porco para beber.
Vamos queimar todo o torpe maldito e todos os símbolos que nos fazem mal.
Contudo sem deixar jamais de olhar as estrelas e sonhar por segundos.
Contudo sem deixar passar aos olhos toda vigarice podre que este mundo nos deu.
Contudo sem deixarmos as pequenas crianças de nosso espíritos despencarem do abismo escondido em campos de centeio. Seja o apanhador.
Respire a poesia que o campo de centeio lhe oferece.
Contudo sem perder o orgulho que lhe resta.
Principalmente quando existir vontades súbitas de apagar a luz e ir embora para um lugar qualquer. Pois mesmo com luz apagada, sempre haverá uma tal chama que nunca se esvai.



1 comentários:

Patrícia Lemmon disse...

Penso que consegui captar o que seu texto diz, ao mesmo tempo que não sei se minha interpretação está correta... enfim, tbm gostaria de queimar alguns símbolos e outras coisas que me fazem mal, incluindo toda vigarice podre que este mundo nos deu.