Grito Número Cento e Noventa e Cinco:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DIARIAMENTE

Primeiro o direito, depois o sinistro
Abro meus olhos, existo
No início da manhã.
Quando brota uma história
Em minha mente, memória
Já não tão sã

Lembro do barco a partir
Da estrutura a ruir
E de tanto calo no dedo
De quando, sem medo,
Folheio as páginas
Sem fugir, e sem mentir
Esqueço das lágrimas lá
Enquanto as falhas farfalham no mar

Toda manhã poderia não ter o porvir
Mas levanto da cama
Com uma vontade insana
E escolho sorrir

2 comentários:

Anônimo disse...

sim
escolher sorrir
pra que , né??
isso vai passar
vai passar

Marina Sena. disse...

Às vezes o sorriso é muito mais uma escolha particular do que a dependência de um fator externo, não é mesmo? Às vezes acho que escolhemos ser triste.

Boa poesia.

Até,
bjo, bjo, bjo...