Grito Número Cento e Sessenta e Nove:

sábado, 12 de maio de 2012

A COR DOS ÓCULOS


É comum nos clássicos do cinema e da literatura a personagem protagonist se perder em uma falsa percepção de realidade. Entre "tijolos amarelos", em "O Mágico de Oz" e universos virtuais, como em "Matrix", a dúvida chega aos de pensamento mais inquieto?
Aristóteles  era pragmático quanto aos seus sentidos, algumas de suas descobertas e análises foram posteriormente invalidados por experimentos mais minusciosos. A realidade aristotélica passou a ser uma falsa percepção da realidade, o que confirma a relatividade das verdades ditas absolutas.
As pessoas e seus diferentes pontos de vista, experiências e crenças acerca de todo o universo! Está aí a razão de tantas escolas filosóficas, de religiões e até mesmo de times de futebol. Incrivelmente, a realidade absoluta é variável com os olhos de quem a observa.  A verdadeira realidade é feita aos nossos olhos, como um curinga em um jogo de cartas, o valor é dado pelo jogador que a tem em mãos. E há um versinho em espanhol, supostamente atribuído a Cervantes, que casa exatamente com esta afirmação: "En este mundo traidor, nada es verdad, ni mentira... todo es según el color del cristal con que se mira".

2 comentários:

Mariana Bisonti disse...

Tem muito de Nietzsche (será que acertei?) nesse texto. Estou filosofando muito na faculdade e cada vez mais vejo a relatividade e não o relativismo das coisas.
Nós precisamos de algumas amarras, precisamos de certas estacas da sociedade e acima de tudo precisamos aprender a respeitar as verdades dos outros, por mais absurdas que elas possam parecer para nós.
E temos que tentar escolher as formas de controle que nos reforcem positivamente..

Dan Arsky Lombardi disse...

Tem um pingo de Nietzsche, um pingo de Dom Quixote, de Aristóteles e um pedacinho de Dan.